SINOP, MT 22 de setembro de 2017

Câmara irá oficiar deputados cobrando ação mais incisiva sobre situação da Saúde no município

UPA está sobrecarregada e atende o dobro da capacidade diária

Câmara irá oficiar deputados cobrando ação mais incisiva sobre situação da Saúde no município
28/05 2017 21:24 Fonte: por Suzana Machado/Assessoria Câmara Municipal Imprimir

O presidente da Câmara de Vereadores de Sinop (MT), Ademir Bortoli (PMDB), informou que a Casa irá oficiar a Assembleia Legislativa, exigindo dos deputados estaduais uma postura mais incisiva com relação à situação do setor de Saúde em Sinop e em todo o estado de Mato Grosso. “É necessário que os deputados cobrem de forma mais dura e séria o governo do estado para que o mesmo tome, de forma emergencial, as devidas providências com relação à situação da Saúde em Sinop”, ressalta o vereador.

Na manhã desta quarta-feira (17), Bortoli e o vereador Billy Dal Bosco (PR) visitaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Sinop, que está com a demanda sobrecarregada. “A situação é caótica e o município está tendo que arcar com uma demanda que não é de sua responsabilidade, o que tem sobrecarregado o atendimento nas unidades municipais. Os profissionais do município tem feito um atendimento exemplar, dentro das possibilidades, mas estamos arcando com responsabilidades que são do estado, que tem sido totalmente omisso”, acrescenta Bortoli.

Para o vereador Billy Dal Bosco é cômodo para o governo do estado fazer essa transmissão de responsabilidade . “O descaso com o Hospital Regional de Sinop sobrecarrega todo o sistema de atendimento da Saúde no município. Precisamos dessa cobrança efetiva dos deputados e que o governo faça sua parte”, complementa o parlamentar.

UPA

A UPA de Sinop é classificada como de Porte 2, ou seja, para municípios que possuem de 100 mil a 200 mil habitantes. Com capacidade para 250 atendimentos diários, a unidade teve a demanda sobrecarregada para 500 consultas por dia devido a paralisação do Hospital Regional, como informa o diretor técnico, Cristhian Yukio Maciel Teruya. “Devido à paralisação total, o hospital não recebia pacientes, por isso tivemos que encaminhar muitas pessoas para fora da cidade, como por exemplo, para Lucas do Rio Verde e Cuiabá. Mesmo agora com retorno do atendimento no Regional, não temos ainda no hospital fluxo para esvaziar a UPA. Por lei, os pacientes podem ficar até 24 horas internados na unidade, porém temos pessoas que estão ficando uma semana, porque o hospital não absorve esses pacientes”, esclarece o diretor técnico.

A UPA conta com dois médicos clínicos gerais e dois pediatras, durante o dia. “Temos uma classificação de Porte 2, mas estamos com uma demanda de UPA Porte 3, direcionada para municípios com mais de 200 mil habitantes. Os atendimentos estão sendo feitos dentro do tempo estabelecido em Lei, porém muitos pacientes ficam mais tempo na unidade porque precisam tomar alguma medicação, por exemplo, e é necessário aguardar que a vaga seja liberada, devido a essa sobrecarga”, explica Teruya.

O empresário Florisvaldo Dias relata que a paralisação do Hospital Regional atrasou a realização de sua cirurgia. “Tenho um linfoma nas costas que me causa muita dor. Logo que me encaminharam para cirurgia o hospital paralisou as atividades. A UPA está sobrecarregada. Estou a várias horas aguardando para tomar uma medicação e a culpa não é dos profissionais que nos atendem. O culpado é o governo do estado que deve obrigação para com a Saúde de Sinop, que atende ainda toda a região e que não tem a atenção devida. É preciso que o governo olhe com respeito para o município e respeite também os funcionários, mantendo seus pagamentos em ordem”, desabafa Dias.