SINOP, MT 27 de fevereiro de 2021

Governo promete investir R$ 400 mi em escolas; Sintep vê ação paliativa

Governo promete investir R$ 400 mi em escolas; Sintep vê ação paliativa
21/03 2016 14:19 Fonte: Eduarda Fernandes Imprimir

O governo deve anunciar nos próximos dias um investimento na ordem de R$ 400 milhões em melhorias estruturais e construção de novas escolas no Estado. A aplicação será feita ao longo de três anos, segundo informou o secretário estadual de Educação, Permínio Pinto.

Denominado pelo secretário como Pró-Escolas, o programa tem a finalidade de minimizar o déficit estrutural, de modo a atender a demanda reprimida de alunos. Em 2015, das 756 escolas estaduais, 217 necessitavam de algum tipo de reparo imediato, porém somente 40 foram recuperadas. “Muitas já foram entregues reformadas e ainda tem mais de uma centena delas”, reconhece o secretário.

Sintep

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, a medida é meramente paliativa. “Não resolverá os gargalos da Educação no Estado. Pode amenizar”, pondera. Ocorre que, atualmente, em função da aprovação do plano nacional de educação, existe um novo padrão de escola sendo pensado para atender minimamente as demandas da contemporaneidade. “Precisamos de escola em tempo integral, diferente dessa escola de quatro horas”, explica.

Lopes argumenta que a escola de tempo integral necessita de mais investimentos que as convencionais. “Todo e qualquer investimento na educação é bem-vindo, mas é preciso ter um olhar atento para o quesito aluno-qualidadde de ensino”, alerta.

Outra questão que precisa ser levada em conta é que a antes de falar em recursos financeiros, é necessário que o Governo elabore um estudo que indique o tipo de intervenção ideal para cada unidade de ensino, observa o presidente do Sintep-MT.

 O sindicalista entende que o investimento segue a mesmo caminho já adotado em governos anteriores. “Todos foram através de medidas paliativas. O que sempre existiu nos o governos foi negar à educação o que é dela por direito. [...] Se for tirar pela lógica do que tem sido esse governo, vamos continuar tendo medidas paliativa e no final teremos mais uma frustração”, analisa.