SINOP, MT 27 de fevereiro de 2021

MT lidera venda de caminhões por consórcio no primeiro semestre

Participação mato-grossense nesse tipo de veículo chegou a 167%. Demanda por consórcios de caminhões foi maior que o estoque do estado.

MT lidera venda de caminhões por consórcio no primeiro semestre
31/10 2015 16:51 Fonte: Do G1 Imprimir

No primeiro semestre, Mato Grosso foi líder na venda de caminhões por consórcio, totalizando uma participação de 167,5%. O estado é um dos que tem maior participação de consórcios para a compra de veículos no país, como divulgado esta semana pelo balanço da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Segundo a ABAC, o percentual indica que a demanda pelos caminhões foi maior do que as unidades que estavam disponíveis em estoque no estado e que serão entregues nos próximos meses.

Na comercialização de veículos leves (automóveis, utilitários e caminhonetes), o estado se mantém na terceira posição, com participação de 37,8% nos consórcios da modalidade.

De acordo com a presidente de uma empresa de consórcios, Mônica Rossi, o agronegócio é o grande responsável pelos bons índices. Além de ser um dos estados com maior destaque na venda de caminhões em todo o país, o consórcio tem sido uma das modalidades mais viáveis para a aquisição deste bem.

“Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país e também grande produtor de gado e de algodão. Naturalmente, o transporte de toda produção do estado é cuidadosamente pensado e o produtor vê no consórcio uma forma vantajosa de se adquirir um veículo”, explica ela.

Em algumas cidades, existem leis municipais de restrição ao transporte de cargas, especialmente em alguns horários. Isso também pode influenciar na venda de outros tipos de veículos, como é o caso dos automóveis e caminhonetes, que tiveram aumento no número de consórcios.

Dólar alto beneficia exportadores
Em Mato Grosso, estado que mais produz grãos no país, tem produtor rural rindo à toa. E mesmo com a dívida que fez pra instalação de silos na propriedade, o produtoe de Diamantino, a 209 km de Cuiabá, Sérgio Stefanelo, também tá dando risada. "Tem motivo pra comemorar, sim", afirma o produtor rural.

Ele fez o financiamento de novos silos em reais e está tranquilo pra pagar com o lucro da soja e do milho, que são vendidos em dólar. Aliás, com a moeda americana perto dos R$ 4, deu também pra comprar uma colheitadeira de R$ 800 mil, o caminhão de R$ 600 mil.

“Graças a subida do dólar nos produtos que você exporta, como é o caso da soja e do milho", diz.

A loja de carros está movimentada na cidade. Os agricultores entram e pedem duas, três, quatro caminhonetes. Um deles queria duas de quase R$ 200 mil, cada. Entrou pra lista de espera que já tem quase cem pessoas. O gerente está rindo à toa.